Relatos
O que as famílias contam depois de um tempo com a gente.
Não escrevemos esses relatos por eles. Pedimos que nos dissessem o que acharam, e reproduzimos o que ficou.
Voltar ao inícioO que dizem
Relatos de famílias e moradores
Carmem Teixeira
Filha de morador · Sorocaba
Meu pai entrou na Ala da Janela em março. A adaptação foi mais tranquila do que eu esperava — acho que a visita que fizemos antes ajudou bastante. Ele já conhecia os espaços e algumas pessoas quando chegou. A carta mensal é uma coisa simples, mas faz diferença: chego toda vez com menos angústia.
Junho de 2025
Marcos Oliveira
Filho de participante do Prog. Diurno · Sorocaba
A minha mãe ficava em casa sem fazer quase nada enquanto eu trabalhava. Começou no Programa Diurno e foi uma mudança visível — ela voltava para casa com histórias, comentava sobre o jardim, sobre a roda de leitura. No início eu ficava preocupado com a nota semanal, mas passou a ser algo que eu esperava, não temia.
Maio de 2025
Regina Lemos
Moradora · Ala da Janela
Eu não queria sair de casa. Fui convencida pela minha filha a pelo menos visitar. Quando cheguei e vi a janela do quarto para as árvores, pensei: aqui eu consigo. Já faz seis meses. Ainda fico na janela toda manhã — só que agora também vou ao jardim.
Julho de 2025
Paulo Barbosa
Filho · família usou Estadia 10N
Viajamos dez dias e ficamos com medo de deixar a minha mãe. A Estadia resolveu isso. Ela ficou no Lar Pitanga, a equipe anotou tudo sobre a rotina dela antes de nós partirmos, e quando voltamos ela estava bem — melhor do que deixamos, honestamente. Falou que tinha feito novos amigos no café da tarde.
Junho de 2025
Ana Figueiredo
Neta de moradora · Sorocaba
A minha avó ficou resistente nos primeiros dois meses. A equipe foi paciente — não forçou participação em nada, foi deixando no ritmo dela. Hoje ela cuida de um canto do jardim que ela mesma escolheu. Não é uma transformação dramática. É uma pessoa que ficou bem num lugar novo, e isso já é muito.
Julho de 2025
José Mendes
Morador · Prog. Diurno há 14 meses
Sou o mais antigo do Programa Diurno, dizem. Chego às oito, como bem, converso, às vezes cuido das plantas, às vezes prefiro só sentar e ouvir. Ninguém me obriga a fazer nada. A hora de música das quartas é o que eu mais gosto. Às cinco volto para casa menos cansado do que saí.
Julho de 2025
Histórias em detalhe
Três percursos pelo Lar Pitanga
Percurso 1
Do isolamento ao jardim
A situação
Dona Rita, 74 anos, mora com o filho mas passa o dia em casa enquanto ele trabalha. Nas últimas entrevistas médicas anuais, o médico observou que ela estava menos comunicativa e comendo menos.
O que aconteceu
O filho entrou em contato com o Lar Pitanga após conversa com o médico. Fizeram uma visita, depois uma semana experimental no Programa Diurno. Dona Rita escolheu um canteiro no jardim no terceiro dia.
Depois de 4 meses
Participa das rodas de leitura às terças e da hora de música às quartas. O filho conta que ela chegou a comentar com o médico sobre a camomila que plantou. O apetite voltou.
"Ela voltou a ter histórias para contar no jantar." — filho
Percurso 2
Estadia que virou moradia
A situação
Seu Alcides, 81 anos, vivia sozinho depois que a esposa faleceu. Os filhos moravam em outras cidades. A família avaliava moradia permanente mas queria ter certeza antes de qualquer mudança.
O que aconteceu
Fizeram a Estadia de Dez Noites durante uma viagem da família. Seu Alcides pediu à equipe na nona noite se podia ficar mais alguns dias. No décimo dia, a família e ele conversaram sobre a Ala da Janela.
Hoje
Está na moradia permanente há onze meses. Os filhos visitam nos fins de semana. Participa do passeio mensal e já foi ao almoço familiar duas vezes com todos os filhos juntos.
"Ele ligou dizendo que queria ficar. Não esperávamos essa iniciativa." — filha
Percurso 3
Viagem com tranquilidade
A situação
Família com viagem de dez dias programada há meses. A mãe, Dona Iracema, 78 anos, mora com eles mas não tinha onde ficar com acompanhamento adequado durante a ausência da família.
O que aconteceu
Reservaram a Estadia de Dez Noites. A reunião de chegada durou cerca de quarenta minutos — a equipe quis entender bem a rotina de Dona Iracema antes da família partir. A família viajou e ligou uma vez, só para saber se tudo corria bem.
Resultado
A família voltou. Dona Iracema estava descansada e havia participado da hora de música nas quartas durante a estadia. A família considerou a possibilidade de repetir a estadia uma vez por ano.
"Viajamos sem culpa pela primeira vez em anos." — filha
8+
anos de atividade contínua em Sorocaba
240+
famílias que passaram por algum dos programas
4,8
média nos relatos coletados ao longo de 2024
365
dias por ano com visitas abertas das 09h às 20h
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+55 15 3216-9740Endereço
Rua da Penha, 803 — Centro
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Segunda a sexta: 08h às 17h
Sábado: 09h às 13h
Visitas de familiares a moradores permanentes: todos os dias, 09h às 20h
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